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Equipe do IFSC supera desafios e se destaca em competição de robótica no Japão PDF Imprimir E-mail
Ter, 08 de Agosto de 2017 20:21

"O que eu faço agora?"  
 

Foi o que se perguntou o estudante Marcos Albano dos Santos recentemente, quando estava em casa, depois de voltar de uma longa viagem ao Japão. Afinal de contas, além dos dois meses de preparação intensa antes da RoboCup 2017, participar de uma competição mundial de robótica mudou a forma com que ele vê seu próprio futuro.


“Essas oportunidades mudam nossa visão de mundo e de futuro. Elas nos modificam. A viagem me fez entender meus próprios objetivos. E a interação com pessoas de todas as partes do mundo me incentivou a me aprofundar no inglês”, relata Marcos.

 

Estudante do curso técnico em Mecatrônica, Marcos foi um dos cinco alunos do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) a representar O Câmpus Criciúma na competição de robótica realizada em Nagoya entre os dias 27 e 31 de julho. Além dele, integraram a equipe Cristiane Maragno, aluna do curso técnico em Mecatrônica, Maiara da Costa, do curso técnico em Química, e Fernanda Di Queiroz Freitas e Katiane da Rosa, alunas da graduação em Engenharia Mecatrônica. A equipe foi orientada pelo professor Guilherme Schmidt.  

 

Cristiane foi quem “pilotou” o robô. Para ela, o maior aprendizado foi a capacidade de manter a cabeça no lugar em momentos de tensão. “Durante a competição a gente fica nervosa, mas precisa manter o sangue frio. As coisas param de funcionar. Eu precisava manter a calma para tirar o melhor do robô”, diz a estudante.

 

A equipe do IFSC Câmpus Criciúma ficou em sétimo lugar entre dez competidores e foi a melhor equipe brasileira na modalidade RobocupRescue Rapidly Manufactured Robo. As outras duas equipes brasileiras na modalidade também eram de Institutos Federais: do Tocantins e do Paraná. 

 

A competição tinha três fases distintas. Na primeira, os robôs precisavam vencer o trajeto de uma pista o maior número de vezes dentro de um tempo determinado. A fase era eliminatória e a equipe do IFSC avançou até a segunda etapa, em que as equipes precisavam cumprir o trajeto de dez pistas diferentes. As cinco melhores iam para a final.  

 

O resultado final, no entanto, foi o menos importante.  

 

“Acaba não sendo apenas uma competição. Todo mundo ajuda todo mundo. Isso foi o mais incrível”, diz Fernanda, que representou a equipe na reunião de líderes antes da competição.

 

Nos treinos, a equipe do IFSC percebeu que o robô projeto nos meses anteriores não teria um bom desempenho nas pistas – o robô foi desenvolvido com o maior tamanho permitido, mas a pista tinha o menor tamanho possível. Diante do impasse, a decisão foi a mais ousada. Fazer um novo robô, praticamente do zero. 

 

O robô, que tinha formato de aranha, teve duas “patas” trocadas por rodas. A programação foi toda refeita. Outras peças tiveram de ser trocadas. E aí apareceu a solidariedade dos adversários. Outras equipes doaram peças e a equipe Siegel acabou sendo a sensação da competição.
 

“As pessoas nos parabenizaram pela nossa ousadia. Depois, com o resultado, todo mundo elogiou a mudança”, conta Marcos.


Todo o processo de mudança no projeto não durou mais que duas horas. “É uma sensação incrível ter a capacidade de solucionar um problema em tão pouco tempo”, diz Fernanda.

 

 

Para o professor Guilherme, a experiência vivenciada durante os 12 dias em que os alunos estiveram no Japão aumenta o nível de exigência deles próprios em relação à próxima edição da RoboCup, que acontecerá no Canadá e da qual eles pretendem participar.

 

“A equipe teve coragem e frieza para executar um novo projeto. Não teríamos como ser campeões, mas ganhamos o respeito de todos pela coragem. Se fizemos aquilo em tão pouco tempo, imagina em um ano. Em 2018, vamos buscar no mínimo o pódio no Candá”, projeta.

 

 

 

Criada em 1997, a RoboCup é um tradicional evento que reúne pesquisadores e estudantes de todas as partes do mundo para diferentes modalidades de competições de robôs, programados e montados pelos competidores. A competição acontece anualmente em diferentes cidades países.
 

Para custear a viagem, a equipe de estudantes contou com apoio da Reitoria e do Câmpus Criciúma do IFSC, através dos programas de apoio à participação de alunos e pesquisadores em eventos. Além disso, eles lançaram uma campanha de arrecadação na internet que ajudou a amortizar o restante das despesas.

 

Agora, o Câmpus Criciúma está mobilizado para participar da etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que acontece no dia 19 de agosto em Blumenau. O Câmpus, que é o atual bicampeão, deve levar de três a quatro equipes para a competição.

Por Daniel Cassol | Jornalista IFSC

 



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