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Debate sobre cultura indígena reúne representantes Kaingang no Câmpus Criciúma PDF Imprimir E-mail
Sex, 27 de Abril de 2018 12:06
foto mesa indigena comissaoNesta quinta-feira (26), o Câmpus Criciúma recebeu representantes da etnia Kaingang para uma mesa redonda sobre Cultura Indígena, promovida pela Comissão para a Diversidade Social e Direitos Humanos.
 
Participaram da mesa, que ocorreu em dois horários (às 10h e às 19h), o professor Guilherme Babo Sedlacek (Câmpus Xanxerê/IFSC), que falou sobre História e Cultura Indígena em Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio; o professor Pedro Kresó (EIEB Cacique Vanhkré/Ipuaçu), sobre Educação Escolar Indígena e Licenciatura Intercultural Indígena; e a Sra. Matilde Koito (TI Xapecó/Ipuaçu), com o tema Alimentação Tradicional Kaingang, ervas medicinais e lutas por terras.

foto mesa indigena aluna amandaO evento ocorreu no auditório da instituição, reunindo quase 300 alunos nos dois horários. Para a aluna Amanda Pizzetti, do curso Técnico Integrado em Química, a mesa redonda foi a oportunidade para ela conhecer uma cultura diferente. “Eles tem uma cultura muito rica e interessante, mas que, às vezes, acabamos não conhecendo mais a fundo”, comenta.

O professor Guilherme destacou durante sua fala a importância dos saberes indígenas. “Essa presença da cultura indígena viva que é importante trazer aqui. Temos professores indígenas e indígenas sem formação acadêmica, mas com uma sabedoria e experiência enormes. E aí é preciso termos humildade para afirmar que aprendemos muito com eles”, ressaltou o docente do Câmpus Xanxerê do IFSC, que desenvolve pesquisas na Terra Indígena Xapecó/Ipuaçu.

A Sra. Matilde Koito, anciã da TI Xapecó/Ipuaçu, falou sobre a Alimentação Tradicional Kaingang, incluindo o pinhão assado na gripa e a farofa de pinhão, as ervas medicinais que utiliza para auxiliar nos partos e nas doenças da comunidade indígena, e sua participação na luta pela terra por parte por povos indígenas. “Nós lutamos muito pela posse da nossa terra. Para nós, se não temos terra, não temos vida”, afirmou.

Ficamos felizes em contribuir com nossas histórias e com nosso conhecimento. Sempre trabalhei com educação escolar indígena. Nossa luta enquanto educador é o fortalecimento da nossa cultura e nisso damos importância para a valorização dos mais velhos da nossa comunidade, pois são eles que carregam o conhecimento da cultura indígena”, explica o professor Pedro Kresó (EIEB Cacique Vanhkré/Ipuaçu). Segundo ele, a TI Xapecó/Ipuaçu conta hoje com aproximadamente 170 professores indígenas com formação acadêmica. “Nossa preocupação sempre foi a de fazer o índio estudar para conquistar seus direitos”, ressalta.

foto mesa redonda publicoDe acordo com o coordenador da Comissão para a Diversidade Social e Direitos Humanos do Câmpus Criciúma, professor Jonathan Taveira Braga, as atividades propostas pelo grupo ficam como um espaço a mais para debater a temática na instituição. “Considero interessante essa troca de experiência. E, além do mais, é interessante que essas pessoas se apropriem desse espaço, que é público e aberto a todos”, explica.

A abertura do evento teve performance literária dos alunos do Câmpus Criciúma, participantes do projeto de extensão Laboratório de Expressão Corporal (Proex 03). A atividade desenvolvida pela Comissão para a Diversidade Social e Direitos Humanos do Câmpus Criciúma faz parte de um calendário de ações para 2018. No mês de abril, a temática trabalhada pelo grupo é "Pluralidade", sobre os povos indígenas localizados em Santa Catarina.

Por Jornalismo | IFSC Câmpus Criciúma
 



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